| Águia cai de pé frente ao Interviú |
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| 18-Nov-2008 | |
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Numa fenomenal partida de futsal, o Benfica voltou a não conseguir o apuramento para a final four. Shumacher marcou a 4 minutos do fim o 2-1 com que a partida terminou, sendo que frente uma formação com 9 finalistas do mundial e que é considerada (também porque é "só" tetra vencedora da taça intercontinental) a melhor equipa do mundo, o Benfica realizou um jogo quase perfeito e como se costuma dizer «caiú de pé».
Início de jogo muito forte por parte do Benfica, com o seu 4:0 a funcionar na perfeição, fruto duma circulação de bola rápida e criteriosa. E foi assim que surgiu a primeira grande oportunidade de golo, com Arnaldo a isolar Ricardinho com um passe magistral, para as costas da defesa do Interviú. Contudo, Ricardinho viu o azar bater-lhe à porta, já que o seu chapéu a Luís Amado embateu caprichosamente na trave. Como quem não marca, sofre, o Interviú respondeu com uma bomba de meia-distância de Torras, a que Bebé não reagiu da melhor forma, não evitando que o marcador funcionasse, logo aos 2 minutos. O Benfica, todavia, não vacilou na sua forma de actuar, continuando a jogar de forma totalmente descomplexada e atrevida, mesmo perante uma constelação de estrelas do Futsal Mundial. E foi fruto dessa dinâmica de equipa que tudo voltou à estaca zero, com Ricardinho, na sequência duma troca rápida de bola, a redimir-se do lance falhado no início do encontro, batendo Luís Amado. O jogo correspondia totalmente às expectativas, extremamente emocionante e com momentos de futsal de alto quilate. A um Benfica aparentemente dominador, com uma posse de bola e movimentações únicas, respondia um Interviú com uma objectividade singular, apoiado num óptimo jogo de pivot e, principalmente, com uma poderosa meia-distância. Até ao intervalo, o marcador não voltou a sofrer qualquer alteração, mas não foi por falta de oportunidades para que isso sucedesse, de parte a parte. Brilhavam agora dois excelentes guarda-redes, de nome Bebé e Luís Amado. O 1-1 ao intervalo era perfeitamente aceitável, num duelo de gigantes já esperado. Contudo, perante tantos campeões mundiais, os encarnados não se atemorizavam, patenteando uma "falta de vergonha" bem elucidativa do valor e experiência que estes jogadores já possuem. A história da segunda metade fica marcada pelo crescendo do Interviú e pelas oportunidades falhadas dos encarnados. A primeira verdadeira situação de golo nasce dos pés de Torras que isolado frente a Bébé vê o guardião internacional português fazer uma defesa assombrosa. O Interviú viveu aqui o seu melhor momento com uma pressão muito alta, asfixiando quase por completo as saídas do Benfica para a manobra ofensiva. Os encarnados estavam muito recuados e como não conseguiam sair a jogar as oportunidades para os espanhóis iam sucedendo-se. Brilhou a grande nível Bébé que acabou por ser a figura da partida adiando ao máximo o golo. Até que André Lima optou por uma substituição volante com Marçal a conseguir isolar-se, surpreendendo tudo e todos faltando apenas a frieza necessária para fazer a bola ultrapassar a «parede» chamada Luís Amado. Este lance teve o condão de intimidar um pouco o Interviú, soltando-se o Benfica. Diga-se que o cerco à baliza dos encarnados continuou a ser uma constante, mas (e no único capitulo em que a equipa de André Lima não foi perfeita) foi a finalização que não permitiu que a águia voasse para a Final Four. Gonçalo teve por duas vezes na cara de Amado, uma delas com Zé Maria no apoio, mas nem assim surgiu o golo que podia ter mudado a história do apuramento. O Jogo aproximava-se do fim e a solidez defensiva do Benfica, repetimos, alicerçada numa exibição fenomenal de Bébé, permitia que os adeptos encarnados, e todos os amantes do futsal nacional, fossem acreditando que se podia voltar a escrever uma página de ouro na modalidade. Mas numa «carambola» à entrada da área Shumacher apareceu a dar um toque que acabou por fazer a bola passar por entre as pernas de Bébé e colocar o Benfica mais longe do sonho. É preciso referir nesta altura que não se tratava do resultado ser justo ou injusto, Pedro Costa na conferência de imprensa disse-o melhor que ninguém «por tudo o que trabalhámos não merecíamos aquele golo», André Lima aproveitou a deixa do seu capitão e disse «um golo daqueles nem foi digno para o jogo que foi». Mesmo com este sentimento o Benfica não desistiu, Zé Maria entrou para guarda-redes avançado e ainda se gritou golo uma ou duas vezes, mas ou a bola foi ao lado ou (como a 15 segundos do fim, a remate de Ricardinho) Luís Amado defendeu de forma superior. Está tudo dito, o Interviú passou e o Benfica não. Relembramos enquanto escrevemos esta crónica a profunda convicção que todos os elementos encarnados tinham no início da época, que este podia ser o ano do Benfica campeão europeu. Continua a faltar qualquer coisa ao futsal português que ainda ninguém conseguiu explicar, chamem-lhe sorte, chamem-lhe falta de frieza na hora de finalizar, ou como em Gondomar o 5 para 4 dos espanhóis, o que é certo é que continuamos muito próximos dos melhores e certamente que mais cedo o mais tarde algo de bom vai acontecer. [Fonte: FutsalPortugal.tv] |
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A antevisão do jogo feita por quem melhor percebe da matéria: os jogadores. Ricardinho e companhia serão os comentadores desportivos.